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A escola estadual Olímpio Catão, em São José dos Campos (SP), precisava pintar as paredes de onze salas de aula para receber 250 alunos no início do ano letivo. O problema é que a direção teria que desembolsar cerca de R$ 11 mil para comprar as latas de tinta e pagar a mão de obra. Dinheiro que a escola não tinha em caixa.

A detenta Francine Lima, de 33 anos, que está presa há um ano e cinco meses por ter assaltado um taxista, participou da ação. Ela foi condenada a cinco anos e meio de reclusão. O passado no mundo do crime ela quer deixar para trás e investir na sua qualificação.

“Foi uma loucura, me arrependo muito. Eu usava drogas e queria mais dinheiro para usar. Agora, quero investir em um curso de cabeleireira e na minha qualificação. Não quero mais saber dessa vida errada”, afirma.

A diretora da escola, Mariza Lunes Calixto, ficou satisfeita com o trabalho das detentas. “É algo incrível. Antes de começarem os serviços na escola acontece o diálogo inicial, de forma muito respeitosa entre elas. Outra coisa que nos chamou a atenção foi a qualidade do serviço e elas deram um outro visual para a escola”, contou. Além das salas de aula, parte da externa da escola também foi pintada.

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